A inflação tá torando no Brasil. Como diz o pessoal, a @choracuica foi CIRÚRGICA na síntese.

Se você quiser ter uma ideia do que R$ 100 compram em 2022, dá uma olhada no carrinho do Rodrigo:

Claro que varia de cidade pra cidade, de mercado pra mercado, mas a rigor é bem por aí, como comprovaram algumas pessoas que responderam ao tweet.

Até aí, tudo bem.

Bom, tudo bem o caramba, né. Que desgraça.

Mas então: como se não bastasse a inflação, começaram a surgir nas redes sociais e na imprensa relatos sobre o golpe da fruta no Mercado Municipal de São Paulo, conhecido como Mercadão.

É mais ou menos o seguinte: você passa pelas bancas de fruta, vendedores simpáticos te oferecem pedacinhos suculentos e docinhos pra provar e depois meio que COAGEM você a comprar uma cacetada de fruta por um preço absurdo.

Na hora, eu pensei: "Uai, por que tão falando disso AGORA? Esse golpe é mais velho que andar pra frente™". Mas o fato é que a prática ganhou fama nacional, e talvez a partir de agora passe a ser coibido. O Mercadão disse que já multou alguns donos de bancas.

Mas o golpista brasileiro não desiste nunca: mesmo depois das multas, da cobertura da imprensa e do Procon, alguns comerciantes continuam firmes no estratagema, como constatou a jornalista Deslange Paiva, do G1.

A reportagem dela tem detalhes muito interessantes, como a prática dos vendedores de botar açúcar nas frutas de amostra.

O vendedor tentou cobrar R$ 80 da Deslange por estas dez tâmaras normaizinhas e estes cinco morangos tristes aí embaixo. Ela conseguiu negociar e levar tudo por R$ 40, que já é uma fortuna. Se for pra dar golpe, que fossem umas frutas lindas, pô. Mas nem isso.

Foto: Deslange Paiva/G1

Agora eu pergunto:

Será que um dia o golpe da fruta vai acabar?

Será que, com a inflação, os vendedores reajustaram os valores do golpe? Ou será que foram benevolentes e mantiveram os preços, já que a margem de lucro sempre foi enorme?

Será que o golpe começou com a pitaya, que já é um golpe em forma de fruta?


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