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NFTs chegaram ao Instagram. A rede social da Meta começou a testar o compartilhamento dos famigerados tokens não-fungíveis com alguns criadores norte-americanos.

COMO ASSIM? Adam Mosseri, head do Instagram e portador de boas(?)-novas da rede social, anunciou o início dos testes nesta segunda-feira (9.mai).

Em um vídeo, Mosseri explicou que usuários poderão exibir NFTs que criaram ou compraram no Instagram — no feed, nos stories e nas mensagens. Essa é, segundo ele, uma maneira de ajudar uma parte dos “criadores” da plataforma a ganharem a vida fazendo o que amam.

Mosseri disse que este é só o primeiro passo, que “querem começar pequeno e aprender com a comunidade” antes de criar novas funcionalidades envolvendo NFTs.

QUE MAIS? No Facebook, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, também anunciou a chegada dos NFTs ao Instagram e disse que o Facebook deve ser o próximo destino deles.

Antes da Meta, o Twitter já havia abraçado os NFTs, em janeiro deste ano.

TENSÃO. No vídeo, Mosseri não ignorou o elefante na sala: o fato de o Instagram ser uma plataforma centralizada, algo que vai contra a ideia por trás de NFTs e Web3, que promovem a descentralização.

“Um dos motivos de estarmos começando devagar é garantir que estamos aprendendo com a comunidade. É garantir que estamos trabalhando para abraça esses princípios da confiança e poder distribuídos, apear do fato de sermos, sim, uma plataforma centralizada.”

Uma oportunidade que Mosseri destaca é alavancar a audiência gigantesca do Instagram para popularizar NFTs e tecnologias adjascentes, como a blockchain.

TIMING RUIM. O anúncio do Instagram acontece poucos dias após uma reportagem do Wall Street Journal apontar uma queda expressiva no volume de negócios envolvendo NFTs.

Entre setembro de 2021, quando a febre dos NFTs atingiu seu pico, e a semana que compreendeu o fim de abril e início de maio, o volume de transações despencou 92%, de 225 mil por dia para 19 mil.

O número de carteiras com NFTs ativas também caiu drasticamente, 88%, das 119 mil em novembro para 14 mil agora.

Na linha fina, o Wall Street Journal questiona se estamos presenciando o início do fim dos NFTs. Será que o Instagram consegue reverter essa tendência?

NFTs? Se o termo ainda gera uma grande interrogação na sua cabeça, leia este material do Manual do Usuário para entendê-lo:

O delírio dos NFTs nos levará ao fim do mundo
Fosse vivo hoje, Walter Benjamin teria muito o que pensar e escrever a respeito da digitalização da cultura, de serviços como os de streaming e dos vários modelos de negócio que gravitam a arte, como os NFTs. Na ausência do pensador alemão do século XX ou de alguém mais capacitado, você terá que se

Via @mosseri/Twitter, @zuck/Facebook, Wall Street Journal (todos em inglês).

Publicado em parceria com o Manual do Usuário

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