A rede social Truth, lançada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, foi anunciada como alternativa à moderação e ao poder das Big Techs, mas corre o risco de ser apenas mais uma das dezenas de peças no quebra-cabeça da extrema direita nas redes sociais.

Redes como Gab, Parler, Frank Speech, Clapper e Gettr foram lançadas nos últimos anos para servir de abrigo contra o fenômeno da desplataformizacão (quando plataformas punem canais extremistas), usando como desculpa a defesa incondicional à liberdade de expressão (como se defender golpe de Estado fosse legítimo).

Trump foi expulso de todas as redes sociais mais utilizadas (Twitter, Facebook, YouTube) por ter inflamado uma insurreição em 6.jan contra o Congresso americano. Depois disso, redes como Parler e Gab foram severamente punidas também. O Parler precisou começar a moderar conteúdo extremista para voltar a fazer negócios com as Big Techs, enquanto o Gab manteve sua posição.

Big Tech força redes sociais alternativas a adotarem moderação
Para permanecer online, plataformas que ignoravam discurso violento e de ódio sob mantra da liberdade de expressão, populares entre grupos da extrema direita, passam a regular conteúdo mais ativamente

A nova rede de Trump tem como vantagem competitiva a popularidade do ex-presidente republicano, mas o que pode ditar o sucesso e a adesão de usuários é a qualidade técnica e a motivação de sua base de apoio em usar mais outra rede social.

No Brasil, iniciativas da direita ainda são bastante rudimentares, mas existem, como mostra esta reportagem do Núcleo sobre as redes Pátria.

Truth ainda está em fase de pré-lançamento, com lista de espera pra quem tem iPhone.

Texto Sérgio Spagnuolo
Edição Jade Drummond

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