Graças à vacinação e as coberturas vacinais alcançadas até agora em alguns países, a proteção contra os casos mais sérios de COVID-19 é evidente e está em todo lugar: nos noticiários, em dados de vários artigos científicos e nas experiências trocadas por quem se recuperou da infecção.

Mas para onde o vírus da COVID-19 está indo? Há risco de vermos uma nova onda surgir?


O pesquisador Tulio de Oliveira, diretor do Centro de Resposta a Epidemias e Inovação (CERI), na África do Sul, é um dos grandes nomes e destaques na investigação e monitoramento da variante ômicron.

Ele discute que poderemos ver ondas com versões da mesma variante (como as famosas “filhas” da ômicron, as BA’s - BA.1, BA.2, BA.4, BA.5…).

Algumas dessas versões da ômicron podem trazer consigo características que merecem nossa preocupação, como aumento na transmissibilidade e na capacidade de infectar nossas células.

Elas vêm ganhando espaço para circular e, consequentemente, “levantar a lebre” de uma possível nova onda.

A boa notícia é que se você se recuperou de uma infecção (por exemplo, pela BA.1) e está vacinado, o risco de ter a doença mais séria segue sendo menor, comparado com quem se recuperou de uma infecção (por exemplo, pela BA.1), mas não está vacinado.

As vacinas têm se mostrado importantes aliadas nesse combate contra o vírus da COVID-19 e suas variantes, mas ainda temos um desafio pela frente de aumentar a equidade dessas coberturas vacinais, dentro do Brasil, e no mundo.

A má notícia é que quem não está vacinado, e está contando apenas com as defesas geradas da recuperação, pode estar correndo o risco de se reinfectar com essas novas versões que estão aparecendo, segundo dados recentes.

A vacinação segue recomendada mesmo naqueles que se recuperaram de uma infecção pelo vírus da COVID-19.

TEREMOS UMA NOVA ONDA NO BRASIL?

Anderson Brito, virologista e pesquisador pelo Instituto Todos Pela Saúde, comenta que talvez seja uma questão de tempo até os novos casos com essas sub-linhagens aparecerem por aqui.

Além desse “micróbio desgraçado”, estamos observando o aumento da circulação de outros vírus respiratórios, o que motivou o alerta da epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Ethel Maciel.

A preocupação, além das doenças que podem vir com esses vírus, é o risco de sobrecarga sobre os sistemas de saúde com a chegada do inverno no país.

Como se não bastasse, estamos também observando um aumento nos casos de dengue e chikungunya no Brasil.

Essa subida reforça a necessidade de cuidados voltados para reduzir a circulação do principal vetor dessas doenças, os mosquitos do gênero Aedes, com enfoque especial nos centros urbanos para o Aedes aegypti.

Luiza Caires, jornalista, editora do Ciência USP e divulgadora de ciências, traz dados do sistema InfoDengue da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para os casos de dengue e de Chikungunya nas regiões do país.

Recentemente, foi detectado pela primeira vez, um tipo de dengue que até então não era visto no Brasil! O sorotipo 2 do vírus da dengue foi identificado em Goiânia, trazendo riscos para uma grande disseminação desse vírus.

Para o perigo vindo dos mosquitos, os cuidados são nossos velhos conhecidos! Vamos revisá-los nesse vídeo abaixo:

E para o perigo que vem do ar, lembre-se que as máscaras, mesmo estando desobrigadas nos ambientes neste momento, seguem sendo muito recomendadas, ok?

Afinal…

"O inverno está chegando" - Ned Stark

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