No começo eu também não entendia qual era o apelo destes animais, tão distantes da “fofofauna”’, que é como alguns biólogos chamam os bichos que têm facilidade em captar a atenção do público - geralmente os mamíferos peludinhos.

Mas se você der uma fuçada nas próprias memórias, pode acabar lembrando que os insetos já foram motivo de curiosidade e fascínio do seu eu criança, como foram do meu.

Acompanhar o pessoal da divulgação científica que se dedica a eles tem o poder de fazer a gente se render novamente. Este post traz uma pequena amostra do porquê, e quem sabe explique aquela dúvida que nenhum adulto foi capaz de te esclarecer na época.

Ou talvez apenas sirva para melhorar o seu dia, com as mensagens de perseverança vindas dos coaches mais inusitados e numerosos do Planeta…

Mas o post também tem uma agenda paralela. O equilíbrio dos ecossistemas não pode prescindir da diversidade de insetos, que realizam desde tarefas mais conhecidas, como a polinização, até o controle de praga e ciclagem de nutrientes para o solo, com a degradação da matéria orgânica. Despertar a curiosidade, espalhar conhecimento, e desmistificar estes animais - nem sempre queridos e muitas vezes temidos - talvez contribua um pouquinho para estimular sua preservação.

Com vocês, os insetos!

Coletividade

Começamos com as formigas, e esse grande hit em vídeo, mostrando que ninguém deve ser deixado para trás - mas às vezes acontece.

Além dos padrões

Nem sempre os insetos atendem aos padrões estéticos irrealistas humanos. Mas às vezes, tudo que alguém precisa para criar beleza é uma forcinha. Como essas formigas decoradoras…

Ou estas larvas usadas para fazer joias!

E sabe que alguns insetos podem até ser fofos? Mesmo que não seja do jeito que a gente imagina.

Tem também as joaninhas, que são muito mais que um layout bonito, ajudando a defender os alimentos que vão para sua mesa.

Tão fundamentais, que já existe até fábrica delas.

Mas no final das contas, cada um é cada um, e às vezes ser diferente é o que te torna incrível. Não é não, besouro-girafa?

Concorrência

Quem reclama que no seu pedaço a concorrência está muito alta, é porque não viu esses besouros-rola-bosta brigando por… Bem, bosta.

E você sabe: quando há interesse, todo mundo acaba dando seu jeito de chegar lá, mesmo que pegue um Uber… Ou uma forésia!

O importante é saber que a gente nunca está sozinho. Nem mesmo no banho. Ou vai dizer que nunca reparou nesta companhia constante na parede do box?

Foto: César Favacho

Esses mosquitinhos costumam colocar seus seus ovos no ralo e se alimentam dos detritos que encontram no banheiro. Eles não fazem mal nenhum à saúde.

Mas se nada foi capaz de alegrar seu coração amargo até aqui, o padrão das asas desta mariposa vem com aquela plaquinha de câmera no elevador: sorria!

Okay que esse "sorriso" era tão falso como uma nota de 3 reais. Primeiro de abril da Elfa, né? Mas eu achei a versão verdadeira, com a caveirinha, até mais legal. 🤘

CITHERONIA LAOCOON - (22)

Alto lá

Mas a vida não é fácil mesmo e é preciso saber se defender. Aqui vão alguns insetos que sabem dar seu recado: não mexe com quem ta quieto!

Não que tamanho queira dizer tudo, mas se precisar, temos um titã bem aqui no Brasil. O maior besouro do mundo!

Mas os insetos nem sempre foram pequenos, como mostra esse fóssil de uma libélula com 70 cm. Ela viveu num período em que, em tese, havia bem mais oxigênio na Terra para alimentar esses bebezões.

O que os adultos não te contaram
(ou contaram errado)

  • As cigarras cantam mesmo até explodir? Não.
  • O que acontece se as formigas se perderem do formigueiro? Isso:

Mas às vezes, há espaço para acolhimento...

  • Por que os bichos-paus dançam?
  • Abelhas só picam uma vez? Não.
  • Existem abelhas que vivem fora de colônias? Sim.
  • Toda abelha tem ferrão? Não.
  • Existe mel branco? Sim.
Bee nice Bee.

Thiago Araújo, autor da enquete, é quem explica por que apenas a segunda está correta: mel é o néctar após sofrer ações enzimáticas no trato digestivo das abelhas e ser regurgitado. "Em outras palavras: vômito de abelhas". Assim, néctar e pólen de diferentes espécies de plantas "podem dar densidade, coloração, sabores e aromas variados" ao mel. No caso do mel branco, ele é originário de abelhas das florestas de araucárias, no Rio Grande do Sul, que consomem pólen principalmente das flores da Carne de Vaca (Clethra scabra).

Quanto à picada, é verdade que a maioria acaba morrendo após o ataque, mas as abelhas-rainha podem picar mais de uma vez porque não perdem o ferrão, assim como os marimbondos.

  • Vagalumes: como brilham, por que brilham, onde estão?
    (Passe as imagens abaixo para o lado para descobrir)

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