O Vincent Bevins, jornalista americano que trabalha como correspondente internacional, tuitou este gráfico que merece cinco minutos da sua atenção:

Retirado de uma matéria do Financial Times (em inglês), o gráfico mostra as emissões geradas pelo consumo doméstico de acordo com o estilo de vida de cada classe, nos países do G20 que disponibilizam seus dados.

Os pontos vermelhos representam o consumo per capita dos 10% mais ricos de cada país:

Os pontos azuis são o consumo per capita dos 50% mais pobres da população:

A medida numérica é de tonelada de CO2 por pessoa:

E os pontinhos cinzas são a média per capita do país:

A distância bizarra das emissões geradas pelos 10% mais ricos dos Estados Unidos é a primeira coisa que salta aos olhos no gráfico.

Mas ele ainda revela muitas outras coisas surpreendentes. Como, por exemplo, o fato da emissão per capita dos 10% mais ricos no Brasil, na Índia, na Indonésia e na China ainda serem menores que a emissão média por pessoa dos mais "pobres" dos Estados Unidos.

E a média de emissões por pessoa em alguns países emergentes, como Brasil, Índia e África do Sul, ainda ser absurdamente menor que a dos três primeiros colocados no ranking (Reino Unido, Canadá e Estados Unidos).

O tamanho da população não é desculpa, porque a China (1,4 bilhões) está lá embaixo, enquanto o Canadá (38 milhões) fica em segundo lugar.

Resumindo: mal não faz fazer a sua parte, mas evitar o aquecimento do planeta só vai funcionar se as (poucas, relativamente falando) pessoas PODRES de ricas toparem fazer a delas também.


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