Estamos no meio de um sanduíche de feriados: Sexta-feira Santa e Tiradentes.

Assim como Deus ao criar o céu e a terra, o brasileiro desfrutou do fim de semana de três dias e viu que era bom.

E não vê a hora do próximo feriado (que vai virar um fim de semana de QUATRO DIAS pra quem emendar).

Se você, como eu, é um vagab... digo, um estudioso das relações de trabalho, já deve ter lido sobre países que fizeram experiências — bem-sucedidas — de redução da jornada semanal de cinco para quatro dias.

Em fevereiro, a jornalista Karla L. Miller escreveu sobre isso no Washington Post, em um texto traduzido pelo Estadão:

A Islândia liderou o experimento com semanas de trabalho mais curtas, sem cortes salariais, ao longo de vários anos. A experiência foi amplamente aclamada como um sucesso, com aproximadamente 86% dos trabalhadores na expectativa de segui-la.

Agora, a Bélgica anunciou que deixará os trabalhadores solicitarem permissão para condensar suas horas de trabalho em quatro dias. Empresas na América do Norte estão seguindo o exemplo; uma coalizão de empresas do Reino Unido deve repetir o experimento neste verão. Nos Estados Unidos, o deputado democrata Mark Takano propôs um projeto de lei que reduziria todas as semanas de trabalho para o padrão de 32 horas, exigindo pagamento de horas extras para quem trabalhasse além disso.

Mas e no Brasil? Quando que vai vir? O G1 responde:

Os módulos de 8 horas diárias e de 44 horas semanais são limites máximos previstos na legislação trabalhista. Ocorre que isso não impede que as empresas possam reduzir a jornada de trabalho, já que a proibição está ligada com o excesso de jornada. Logo, a implementação dependerá de cada companhia de acordo com seus interesses.

Ou seja, pessoal: o empregado vai ter que negociar com o patrão. Não vai rolar. Deixa quieto. Vamos aproveitar o feriado de Tiradentes, que é o que tem pra hoje.


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