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Na última quinta (14.abr), a Meta anunciou uma grande atualização do WhatsApp: as comunidades, recurso que agrega grupos em HUBs e permite disparar mensagens para até ~2,5 mil pessoas de uma só vez.

A empresa reafirmou o compromisso feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de não alterar o funcionamento do WhatsApp até as eleições deste ano. No Brasil, as comunidades só chegarão depois de outubro, quando ocorre o pleito.

QUAL O PROBLEMA? Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição presidencial, não gostou da exceção feita ao Brasil.

Durante a última motociata em São Paulo, na sexta (15.abr), o presidente disse que esse arranjo:

[…] é inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido, este acordo que por ventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento.

Um dia depois, Bolsonaro disse que pediria uma reunião com o WhatsApp:

Já conversei com o [ministro das Comunicações] Fábio Faria. Vai conversar com representante do WhatsApp aqui no Brasil para explicar [o acordo]. Se ele [WhatsApp] pode fazer um acordo com o TSE, pode fazer comigo também, por que não?

DEIXA PRA DEPOIS. Se de um lado Bolsonaro quer antecipar a estreia das comunidades no Brasil, do outro o Ministério Público Federal (MPF) quer adiá-la ainda mais.

Em um ofício do órgão enviado ao WhatsApp e obtido pela Reuters, o MPF sugeriu a possibilidade de deixar as comunidades no Brasil para 2023.

O MPF citou expressamente os eventos de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, quando, incitada pelo então presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, uma turba invadiu o Capitólio, causando ferimentos e mortes.

Ainda segundo o MPF:

Um aumento de viralização de conteúdos potencialmente desinformativos pode trazer para os direitos fundamentais de participação política dos cidadãos e das cidadãs deste país, assim como para a integridade das instituições democráticas nacionais.

E AGORA? O WhatsApp tem dez dias para responder o questionamento do MPF.

Em nota à Reuters, o WhatsApp esclareceu que a decisão de congelar novas funcionalidades antes do fim das eleições brasileiras de 2022 não é fruto de um acordo com o TSE, mas sim uma iniciativa da empresa.

Via LABS News, O Globo.

Publicado em parceria com o Manual do Usuário

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