Não há bolso fundo o suficiente capaz de sustentar eternamente um empreendimento global com 500 milhões de usuários, por isso o Telegram começou a testar sua plataforma de publicidade.

Os detalhes estão nesta página. E… são bem bons? Os anúncios só são exibidos em canais com mais de mil inscritos, estão limitados a 160 caracteres, não podem conter links externos e não têm o desempenho (cliques) salvo ou analisado.

Os únicos critérios para a veiculação de anúncios são o idioma e o assunto/tema do canal. “Isso significa que nenhum dado do usuário é minerado ou analisado para veicular anúncios e que todos os usuários que estiverem em um canal específico no Telegram veem as mesmas mensagens patrocinadas”, diz o Telegram.

Os anúncios precisam seguir certas diretrizes que, entre outras coisas, proíbem discurso de ódio e conteúdo político.

Em seu canal russo, Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, deu mais detalhes. Usuários poderão pagar uma “assinatura barata” para não verem anúncios e estuda-se a opção de permitir que donos de canais desliguem os anúncios para todos os seus inscritos — desde que haja “condições econômicas” para isso.

O Telegram queima cerca de US$ 100 milhões por ano, segundo o Wall Street Journal (sem paywall), e no começo do ano teve que emitir dívidas entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão para manter a operação rodando e restituir um rombo de US$ 700 milhões de investidores que entraram na frustrada emissão de criptomoedas do serviço, em 2017.

A publicidade é, segundo Durov, um dos artifícios que ele e sua companhia estão empregando para “permitir que o Telegram feche as contas.”

Via Telegram (em inglês), @durov_russia/Telegram (em russo).

Publicado em parceria com o Manual do Usuário

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