O que parecia ser um "mês ruim" para o Facebook pode estar só começando. Desde sexta-feira, veículos da imprensa dos Estados Unidos estão publicando reportagens que tiveram como base um dossiê de arquivos internos do Facebook vazados pela whistleblower Frances Haugen.

Inicialmente, Haugen abriu os documentos para repórteres do Wall Street Journal que lançaram a primeira série de reportagens intitulada Facebook Files. Após seu depoimento ao Senado dos Estados Unidos, a ex-funcionária do FB disponibilizou a parlamentares uma versão dos arquivos.

Um consórcio formado por 17 veículos de imprensa teve acesso a esses arquivos e, junto com documentos adicionais obtidos por conta própria, começaram a publicar reportagens que formam os #FacebookPapers. Segundo a repórter de tecnologia do New York Times, Sheera Frenkel, ainda há mais documentos por vir.

Para engrossar o caldo, o Washington Post obteve na sexta-feira acesso ao depoimento de um novo whistleblower do Facebook à uma comissão do Congresso dos Estados Unidos em que a pessoa alegou que a empresa de Mark Zuckerberg priorizou lucro ao combate de discurso de ódio, desinformação e outras ameaças ao público.

[Opinião da autora]: Eu não sei vocês, mas eu já começo a ficar perdida em meio a essa avalanche de reportagens sobre o conteúdo desse conjunto massivo de documentos.

Assim como o Protocol fez neste link, o Núcleo reúne aqui as principais reportagens do #FacebookPapers. Um bom começo é este texto explicativo do Washington Post que reúne as principais informações trazidas à tona pelo trabalho jornalístico destes veículos.

Na imprensa brasileira, alguns veículos repercutiram a enxurrada de reportagens sobre o Facebook deste fim de semana.

Mas o grosso da cobertura, por enquanto, ainda está em inglês:

Texto Láis Martins
Edição Sérgio Spagnuolo

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