Uma choradeira recorrente de pessoas à direita no espectro político é a de que os algoritmos de redes sociais comerciais — Twitter, YouTube, Facebook — privilegiariam conteúdos de esquerda. Uma pesquisa feita pelo Twitter, porém, revela um cenário diferente. Ao analisar milhões de posts de políticos eleitos e de usuários comuns com links para publicações jornalísticas, o Twitter detectou que conteúdos à direita foram mais amplificados pelo algoritmo da timeline.

A análise compreendeu sete países (Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido) e as classificações de políticos e publicações jornalísticas — em esquerda ou direita — vieram de fontes externas.

“Conseguimos ver que isso está acontecendo; não temos certeza de por que isso está acontecendo”, disse ao site Protocol Rumman Chowdhury, que lidera a equipe de aprendizagem de máquina, ética, transparência e responsabilidade do Twitter. Em outras palavras (dela também), o Twitter descobriu “o que [acontece], não o porquê”.

No comunicado oficial, o Twitter compartilhou a íntegra da pesquisa (PDF) e prometeu avançar a análise aos “porquês”. Ao Protocol, Rumman sugeriu, sem entrar em detalhes, um anúncio iminente do Twitter que facilitará a replicação dos seus estudos científicos por terceiros.

Uma postura bem diferente da do Facebook, né?

Via Protocol (em inglês), Twitter (em inglês).

Publicado em parceria com o Manual do Usuário

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